1001 Historias
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Resenha: O Guarani
Em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro, moram D. Antônio de Mariz e sua família, formada pela esposa D. Lauriana, o filho D. Diogo e a filha Cecília. A casa abriga ainda a mestiça Isabel (na verdade, filha bastarda de D. Antônio), apaixonada pelo moço Álvaro, que, no entanto, só tinha olhos para Cecília. O índio Peri, que salvou certa vez Cecília de ser atingida por uma pedra, permaneceu no lugar a pedido da moça, morando em uma cabana. Peri passa a se dedicar inteiramente à satisfação de todas as vontades de Cecília, a quem chama simplesmente de Ceci.
Acidentalmente, D. Diogo mata uma índia aimoré. Como vingança, a família da moça tenta matar Ceci, mas Peri intercepta a ação. A partir desse momento, a possibilidade de ataque da tribo é cada vez maior. E este não é o único perigo a rondar a casa de D. Antônio. Um dos empregados, Loredano, está ali com o objetivo de se apoderar de uma mina de prata que fica abaixo da casa. Pretendia incendiá-la e ainda raptar Ceci. Quando ele e seus capangas combinam seu plano de ataque, são ouvidos por Peri
Aluno: Valdemir Gustavo Vieira Rezende
Aluno: Valdemir Gustavo Vieira Rezende
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Resenha: Um sargento de Milicias
"Era no tempo do rei"Este é o ponto de partida dessa historia, que alem de descrever vários costumes da época de D. João VI, tem como protagonista o irrequieto Leonardinho. O romance de Manuel Antônio de Almeida acompanha sua infância de menino traquinas em que foi abandonado pelos pais, até a idade adulta, em que continua se metendo em muitas confusões. Foi com essa unica narrativa bem humorada que o autor já entrou para historia da nossa literatura, como criador de um dos melhores romances e mais completos romances já lançados.
O livro se divide-se em 2 partes, com pouco mais de vinte capítulos cada uma. A narrativa, livre dos excessos metafóricos do Romantismo, aproxima-se do gênero jornalistico. O narrador descreve todos os acontecimentos como se estivesse sentado a mesa dialogando, com os leitores, o que, somando aos traços cômicos, torna a leitura leve e rápida. Por Renan Ferreira
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Resenha Memorial de Aires
Aires chega ao Rio de Janeiro,depois de passar parte da sua vida em serviços diplomáticos. Ele vai ao cemitério com rita,para visitar a família. Eles conversam sobre a morte das pessoas.Ao veem então Fidélia. Encantado com a beleza da moça,Aires observa a em frente ao tumulo do marido.Aires procura se informar sobre a moça.Ele descobre que Fidélia casara se com Noronha. Fidélia aparece para o casal tristão.O casal Aguilar que sonha com o casamento para ter filhos,para ter eles por perto,os filhos foram embora para Lisboa deixando o casal triste.
Por: Nathan Trindade
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Resenha sobre o livro Macario e a noite na taverna (Alvares de Azevedo)
Aluno: Leonardo Yuri
Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes, contendo epígrafes e os nomes de cada personagem, como subtítulos, antecedendo as narrativas, contadas em uma taverna. Há, na última parte, o entrelaçamento da história de Johann e de alguns personagens.
Mais do que pelos elementos romanescos e satânicos que a condimentam (violentação, corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição, antropofagia, assassinatos por vingança ou amor), a obra impõe-se pela estrutura: um narrador em terceira pessoa introduz o cenário, as personagens, a situação, e praticamente desaparece, dando lugar a outros narradores – as próprias personagens, que em primeira pessoa contam, uma a uma, episódios de suas vidas aventureiras.
Na última narrativa, a presença física (na roda dos moços) de personagens mencionadas em uma narrativa anterior faz com que todo o ambiente fantástico e irreal dos contos se legitime como
verídico.
Noite na Taverna, obra escrita em tom bastante emotivo, antecipa em vários aspectos a narração da prosa moderna: a liberdade cênica, a dupla narração e suas confluências, a mistura do real ao fantástico conferem atualidade à obra, apesar de toda a atmosfera byroniana.
Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes, contendo epígrafes e os nomes de cada personagem, como subtítulos, antecedendo as narrativas, contadas em uma taverna. Há, na última parte, o entrelaçamento da história de Johann e de alguns personagens.
Mais do que pelos elementos romanescos e satânicos que a condimentam (violentação, corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição, antropofagia, assassinatos por vingança ou amor), a obra impõe-se pela estrutura: um narrador em terceira pessoa introduz o cenário, as personagens, a situação, e praticamente desaparece, dando lugar a outros narradores – as próprias personagens, que em primeira pessoa contam, uma a uma, episódios de suas vidas aventureiras.
Na última narrativa, a presença física (na roda dos moços) de personagens mencionadas em uma narrativa anterior faz com que todo o ambiente fantástico e irreal dos contos se legitime como
verídico.
Noite na Taverna, obra escrita em tom bastante emotivo, antecipa em vários aspectos a narração da prosa moderna: a liberdade cênica, a dupla narração e suas confluências, a mistura do real ao fantástico conferem atualidade à obra, apesar de toda a atmosfera byroniana.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Postagem em homenagem ao dia dos namorados
Alguns momentos de declaração da literatura do seculo XIX

1.Senhora, de José de Alencar: – A declaração de amor de Aurélia para Fernando;
— Pois bem, agora ajoelho-me eu a teus pés, Fernando, e suplico-te que aceites meu amor, este amor que nunca deixou de ser teu, ainda quando mais cruelmente ofendia-te. (...) — Aquela que te humilhou, aqui a tens abatida, no mesmo lugar onde ultrajou-te, nas iras de sua paixão. Aqui a tens implorando seu perdão e feliz porque te adora, como o senhor de sua alma. Seixas ergueu nos braços a formosa mulher, que ajoelhara a seus pés; os lábios de ambos se uniam já em férvido beijo.
2. Diva, de José de Alencar – Declaração de amor de Emília para Augusto
— Eu te amo, Augusto! Depois continuou repetindo uma e muitas vezes a mesma frase, como se estudasse uma modulação de voz que pudesse exprimir quanto havia de sublime naquele grito d'alma. — Sim! Eu te amo!... Eu te amo!... Eram as notas da celeste harmonia que seu coração vibrava, como o rouxinol canta na primavera e as harpas eólias ressoam ao sopro de Deus. Quando ela desafogou sua alma desta exuberância da paixão, falei-lhe : — Mas reflita, Emília. A que nos levará esse amor? — Não sei!... respondeu-me com indefinível candura.- O que sei é que te amo!... Tu não és só o árbitro supremo de minha alma, és o motor de minha vida, meu pensamento e minha vontade. És tu que deves pensar e querer por mim... Eu?... Eu te pertenço; sou uma coisa tua. Podes conservá-la ou destruí-la; podes fazer dela tua mulher ou tua escrava!... É o teu direito e o meu destino. Só o que tu não podes em mim, é fazer que eu não te ame!... Enfim, Paulo, eu ainda a amava!... Ela é minha mulher.
3. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen – Declaração de amor do Senhor Darcy para Elizabeth;
“Em vão tenho lutado, mas de nada serve. Os meus sentimentos não podem ser reprimidos e permita-me dizer-lhe que a admiro e a amo ardentemente.”
4. O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë – trechos do desabafo de Catherine com Nelly sobre Heathcliff, confessando seu amor por ele;
(...) seria degradante para mim casar agora com Heathcliff; por isso ele nunca saberá como eu o amo; e não é por ele ser bonito, Nelly, mas por ser mais parecido comigo do que eu própria. Seja qual for a matéria de que nossas almas são feitas, e minha e a dele são iguais (...)”
“(...) Os meus grandes desgostos neste mundo foram os desgostos de Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria pra mim uma vastidão desconhecida e que eu não teria a sensação de pertencer. O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas meu o amor por Heathcliff é como as pendias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou o Heathcliff. Ele está sempre, sempre no meu pensamento.”
5. A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo – Declaração de amor de Augusto e Carolina;
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo:— Já ama também?...Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse:— Não sei... talvez.— E a quem?...— Eu não perguntei a quem o senhor amava. Quer que lho diga?... Eu não pergunto. — Posso eu fazê-lo? — Não... não lho impeço. É a senhora
6. A viuvinha, José de Alencar – Jorge volta como Carlos, longo período após ter simulado sua morte e precisa saber se sua esposa ainda o ama.
— Por que motivo?— Eu devo... eu sinto que amo a meu marido.— Morto?...— Sim.Houve uma pausa.— Parece-lhe ridículo esse sentimento; não é assim? Mas foi o primeiro, cuidei que seria o último. Deus não permitiu!...E por isso às vezes julgo que cometo um crime, aceitando uma outra afeição... Devo ser fiel à sua memória!... Quem me diz que esse remorso não envenenará a minha existência, que a imagem dele não virá, constantemente colocar-se entre mim e aquele que me amar ainda neste mundo?... Seríamos ambos desgraçados! Um beijo cortou a palavra nos lábios de Carolina.
7. Cinco minutos, José de Alencar – Quando o narrador e personagem finalmente conhece o rosto de sua misteriosa amada, Carlota.
— E me deixarás ver aquela que eu amo e que não conheço? perguntei, sorrindo.— Desejas?— Suplico-te! — Não sou eu tua?...Eu sabia que era bela; mas a minha imaginação apenas tinha esboçado o que Deus criara. Ela olhava-me e sorria.
8. Jane Eyre, de Charlotte Brontë – trecho da comovente conversa entre o Senhor Rochester e Jane Eyre que culmina com o pedido de casamento:
“Eu lhe digo que eu devo ir! Eu acabei arrebatada por uma espécie de paixão. Você acha que eu posso ficar aqui e me tornar nada para você? Você acha que eu sou um autômato? – uma máquina sem sentimentos? e que pode suportar ter meu pão arrancado de meus lábios e minha gota de vida esvaída de minha xícara? Você acha, que porque eu sou pobre, obscura, sem graça, e pequena, eu não tenho alma ou coração? Então você achou errado! – Eu tenho tanta alma quanto você – e também coração! E se Deus me tivesse dado alguma beleza e riqueza eu teria tornado tão difícil para você me deixar, quanto é difícil para mim agora deixá-lo. Eu não estou falando agora de acordo com os costumes ou convenções, nem mesmo pela minha carne mortal; - é o meu espírito que está se dirigindo ao seu espírito, como se ambos tivéssemos passado pelo túmulo, e nós estivéssemos aos pés de Deus, iguais, - como nós somos!“Sim, nós somos – repetiu o Senhor Rochester – “então, ele acrescentou tomando-me em seus braços. Pressionando-me contra seu peito e pressionando seus lábios nos meus.”
9. Persuasão, de Jane Austen – Confissão de amor de Wentworth por Anne em uma carta;
“Não posso mais escutar em silêncio. Eu preciso te dizer pelos meios que estão ao meu alcance. Você atinge minha alma. Eu estou metade em agonia, metade em esperança. Diga-me que não não é tarde demais, que tais sentimentos tão preciosos não se foram para sempre. Eu me ofereço para você novamente com um coração ainda mais seu do que quando você quase o partiu, oito anos e meio atrás. Não se atreva a dizer que o homem esquece mais rápido que a mulher, que o amor dele tem morte prematura. Eu nunca amei ninguém além de você.”
10. Ema, de Jane Austen - Declaração de Mr. Knightley para Ema.
"- Não sei fazer discursos, Ema (...) Se a amasse menos talvez pudesse dizer mais coisas. Mas a Ema sabe como sou. De mim não ouvirá senão a verdade. Censurei-a e repreendi-a, e a Ema suportou tudo isso como mais nenhuma mulher em Inglaterra o teria suportado. Perdoe as verdades que agora lhe digo, querida Ema, como tem perdoado outras. O modo como são ditas talvez pouco as recomende. Deus sabe que tenho sido um apaixonado bem pouco atencioso. Mas compreenda-me... Sim, bem vê, deve compreender os meus sentimentos... e retribuí-los-á se puder. Por enquanto, só peço que me deixe ouvir a sua voz, uma vez que seja."
Desculpem pela publicação fora de hora o obrigado por ler.
Referecia:http://listasliterarias.blogspot.com.br/2013/01/10-dos-momentos-mais-apaixonantes-da.html
Continuando O cortiço
Filme
O cortiço também virou filme dirigido por Francisco Ramalho Jr com o elenco:
Referencias:https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Corti%C3%A7o_(1978)
O cortiço também virou filme dirigido por Francisco Ramalho Jr com o elenco:
Elenco
- Armando Bógus...João Romão
- Betty Faria...Rita Baiana
- Mário Gomes
- Maria Alves
- Maurício do Valle
- Jorge Coutinho
- Ítala Nandi
- Beatriz Segall
- Jacyra Silva
- Zaira Zambelli
- Antônio Pompêo
- Helber Rangel
- Sílvia Salgado
- Carmem Monegal
- Marco Antônio
- Phydias Barbosa
- Leonidas Bayer
- Teresa Briggs
- Dinorah Brillanti
Link do filme:
Referencias:https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Corti%C3%A7o_(1978)
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